Autor: Antares

Jul19

Florianópolis tem um dos mais espetaculares litorais do planeta e guarda atrativos únicos. Um desses pontos é o Projeto Lontra, que alia turismo e conscientização ambiental em um belíssimo ponto da capital catarinense. Desenvolvido na bacia hidrográfica da Lagoa do Peri, o projeto cuida de animais, realiza pesquisas e recebe visitantes.

Excelente passeio para fazer com as crianças, oferece diversão e ecoturismo em um cenário natural deslumbrante.

O Projeto Lontra é voltado à pesquisa e à conservação de mustelídeos, família à qual pertencem alguns animais, como as lontras e ariranhas. Esse trabalho é desenvolvido pelo Instituto Ekko Brasil e está sediado em dois centros de pesquisa, conservação e educação ambiental.

A base central do projeto fica em Florianópolis, mais precisamente na beira da Lagoa do Peri. Nesse local, são realizadas diversas ações visando à conservação da biodiversidade e com foco em alcançar engajamento para tão importante causa.

Visitar a sede do projeto possibilita ver lontras e uma ariranha, além do mão-pelada, que também mora na base. Esses espécimes estão ali abrigados por não terem condições de sobreviver na natureza, podendo ser observados de perto pelos visitantes.

No local, também acontecem palestras enriquecedoras, que fazem o passeio especialmente interessante para as crianças. A alimentação dos animais é mais um dos atrativos que agradam a quem visita o projeto.

Para quem desejar levar uma lembrança da visita para casa, é só passar na lojinha do projeto e escolher entre camisetas, bonés e outros artigos.

Vale destacar que a renda obtida com a venda desses produtos, bem como a proveniente da venda de ingressos para o centro, é revertida para a manutenção do lugar e das ações ali desenvolvidas.

A visitação da base pode ser feita de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 10h e das 16h às 18h. O Projeto Lontra está situado na Rua Euclides João Alves, na Armação do Pântano do Sul, nos arredores da Lagoa do Peri.

Localizado no único manancial de água doce da Ilha de Santa Catarina, o Projeto Lontra tem foco na conservação do simpático animalzinho e de seu ecossistema. Além disso, é um ótimo lugar para visitar com a família, pois agrada a todas as faixas etárias. Então, ao estabelecer o roteiro de sua ida a Florianópolis, não deixe de colocar a atração entre os passeios imperdíveis.

 

Jun15

Praia do Moçambique é a praia mais extensa de Florianópolis e uma das maiores de Santa Catarina. Os seus 13,5 km de areias claras e macias garantem uma beleza natural intocada.

Faz parte do Parque Florestal do Rio Vermelho, uma reserva de aproximadamente 400 mil metros quadrados com vegetação predominante de pinus.

Não há construção alguma no local e nem no caminho. A paisagem torna-se ainda mais deserta com as dunas, que cortam a linha entre a vegetação rasteira e o oceano.

As boas ondas e o sossego atraem os surfistas. Por não ter infraestrutura, a praia tem baixo fluxo de pessoas. É um lugar mais tranquilo para conhecer e passar o dia. Tanto na alta quanto na baixa temporada, os que mais frequentam são os surfistas.

Assim como as vizinhas, Mole, Galheta e Joaquina, Moçambique é uma praia oceânica, de ondas agitadas e largas, areia alva e águas com forte salinidade. O mar é aberto e de tombo (a profundidade aumenta abruptamente, após uns poucos passos em direção ao mar). O contato com a Corrente das Malvinas torna a água muito fria.

O nome da praia vem do seu principal habitante: o molusco Moçambique. A extensão chega a 8,5 km com uma faixa de areia de 8 a 50 m. Além do molusco moçambique, para quem gosta de pesca amadora, tem siri pintadinho, peixes diversos e ótimas condições para a rede de tainha ou de cerco.

Por causa do ecossistema arenoso e plano que se encontrava ameaçado, o Doutor Henrique Berenhausen utilizou a área como experimento do cultivo de diversas espécies exóticas, como Pinus Elliottii e Eucalyptus, transformando a área com dunas em uma reserva florestal densa.

O Moçambique começa na Ponta das Aranhas, ao norte, e se estende até a linha divisória entre Lagoa da Conceição e o bairro de São João Batista do Rio Vermelho, ao sul.

Mapas antigos chamavam de Praia Comprida e depois de Praia Grande. A nomenclatura Moçambique aparece por volta de 1850 e se estende como oficial até hoje.

De acordo com a Secretaria Municipal do Turismo (Setur), o termo moçambique pode ter três origens. A primeira hipótese e mais difundida é a que se refere ao molusco Moçambique, muito encontrado nesta praia. O molusco é uma pequena concha comestível, que possui forma alongada e pequena com cerca de três centímetros.

A segunda refere-se a um tipo de indígena da região africana que habitava os territórios e que deram origem à nação Moçambiquenha. E a terceira explicação para o nome, pode estar ligada à história do descobridor do Moçambique, que foi Pedro Álvares Cabral. Cabral foi ao Moçambique, logo depois de sua estada no Brasil, em 1500. Assim a denominação desta praia em Santa Catarina teria referência a esse fato histórico.