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abr14

A Praia dos Ingleses é um dos destinos mais movimentados da Ilha de Santa Catarina durante o ano inteiro e, principalmente, no verão. Isso porque conta com grande infraestrutura que vai de serviços de hotéis na praia até shopping center.

Bares, shows, restaurantes, lanchonetes e o forte comércio garantem a diversão de famílias e jovens à noite, enquanto que durante o dia a praia é o local preferido.

Ingleses é um dos principais destinos de turistas do Cone Sul. Por conta disso, muitos estabelecimentos oferecem serviços bilíngues e não é difícil encontrar jornais argentinos, casas de câmbio e lan houses.

A grande extensão da praia permite que, de um lado, o mar seja calmo e ideal para levar crianças e idosos e, de outro, as ondas sejam fortes e propícias para o surf. É o destino certo para quem quer praia com bastante movimentação, bares na areia, música, compras, paquera.

A praia tem um apelido carinhoso: Zinga. Nativos e moradores geralmente falam assim.

É uma praia aberta, voltada para o oceano a nordeste. Faz fronteira ao norte com a Ponta da Feiticeira, que separa a Praia dos Ingleses da Praia Brava – esta região conta com trilhas que permitem o acesso a pé para as duas praias. Ao Sul, o Morro dos Ingleses faz a divisa da Praia dos Ingleses com a Praia do Santinho – também é possível fazer trilhas por este trajeto.

A praia tem grande extensão, chegando muito perto dos 5km. A areia é muito fina e branca, sendo que há, nesta região, a maior formação de dunas da cidade. No verão, a temperatura da água fica quente e agradável, própria para aquele banho gostoso.

Há poucos registros históricos sobre a Praia. Sabe-se que ela carrega esta denominação por conta do naufrágio de uma embarcação inglesa na área, entre 1683 e 1737. Estas datas foram estabelecidas pela análise dos objetos encontrados, como uma régua de Gunther com a inscrição “1683”, vasos de cerâmica onde se guardava a água potável e diversos outros instrumentos náuticos.

Pelas condições em que o leme da embarcação foi encontrado, sugere-se que houve um incêndio a bordo. Algumas ossadas foram desenterradas. Elas pertenciam a homens de 16 a 20 anos – idade comum dos marujos na época. Os sobreviventes se estabeleceram na região da Praia dos Ingleses, onde praticavam a agricultura para garantir a sobrevivência.

A embarcação está enterrada na areia em profundidades que variam entre um e oito metros, com mais dois metros de água por cima – a, aproximadamente, cinquenta metros da praia. Descobriu-se este naufrágio em 1989, quando um mergulhador encontrou uma jarra de cerâmica, que logo se tornou a primeira pista para historiadores e arqueólogos.

Surgiram na região alguns engenhos de açúcar e farinha. Também se criava gado e galinhas. Era uma região tipicamente açoriana, com intensa atividade pesqueira.

Até 1958, a comunidade que lá se estabeleceu integrava o Distrito de São João Batista do Rio Vermelho. Depois disso, passou a ser um distrito próprio.

A região cresceu e tornou-se um grande centro turístico, com grande infraestrutura. É também a região de praia mais residencial, onde se encontra o maior número de moradores, que ultrapassam os 40 mil. Hoje, muitos até falam que Ingleses é uma cidade e não apenas um bairro ou praia.

mar17

A praia é um recanto de tranquilidade, bela paisagem e águas mornas que se separa dos grandes centros turísticos do norte da ilha por uma pequena estrada.

É um local para visitação, para passar o dia com a família ou amigos, sentar-se confortavelmente na areia da praia, pois a larga faixa de areia permite que se encontre lugar para guarda-sóis e cadeiras, saborear os frutos do mar que chegam fresquinhos aos restaurantes ‘pé-na-areia’ e praticar esportes na areia.

Há cultivo de ostras e mariscos na região. Por conta disso, barcos de pescadores compõem a paisagem junto à natureza.

Não há hotéis ou pousadas, apenas mar de um lado e montanha do outro, separados pela faixa de areia. A praia é calma e ideal para levar crianças e famílias.

A praia se localiza entre Jurerê Internacional e Daniela. É também chamada de Praia da Ponta Grossa justamente pela característica geográfica.

Possui uma larga faixa de areia, que varia entre dois e 45 metros, alguns deles ocupados por carros estacionados e restaurantes que servem em mesas na areia. Não é uma praia longa, com pouco mais de mil metros.

O mar é intermediário entre o de baía e o de alto mar. Por conta disso, as águas são límpidas e calmas, com temperaturas agradáveis. O fundo do mar ganha profundidade muito suavemente. É possível entrar no mar até cerca de 220 metros da praia ainda com os pés alcançando o fundo.

A areia é fina e amarelo claro. Separa-se da pequena praia do Pontal, ao sul, por um conjunto de pedras; nos dias de maré baixa é possível atravessar estas pedras e chegar até a praia da Daniela pela faixa de areia.

O acesso à praia do Forte é feito por meio de uma pequena estrada, íngreme e estreita, a partir de Jurerê Internacional.

A história do povoado da praia se confunde com a história do Forte São José da Ponta Grossa, pois foi esta construção que deu início à habitação no local.

No período de construção e utilização da fortaleza, uma comunidade se organizou e se desenvolveu, dedicando-se à pesca, à agricultura e aos trabalhos junto ao forte. O início da construção militar ocorreu em 1740 e levou quatro anos.

Em 1777, a coroa espanhola promoveu um ataque de grande envergadura a Florianópolis. Seguindo ordens do Governador da Capitania, o Capitão Simão Rodrigues de Proença, que comandava o Regimento de Linha de Infantaria da Ilha de Santa Catarina, retirou-se do Forte no terceiro dia de cerco, sem nenhum combate – só foram disparados dois tiros.

Vitoriosos, os espanhóis mantiveram domínio sobre a Ilha de Santa Catarina até o ano seguinte, quando o Tratado de Santo Ildefonso assegurou o território de volta aos portugueses. O Capitão Simão Rodrigues de Proença foi condenado pela coroa portuguesa. Culpado de ter fugido da batalha com as tropas, passou o resto de seus dias na prisão.

A fortaleza foi abandonada no fim do século XIX, após alguma ocupação durante a Revolução Federalista (1893). Ocupações irregulares começaram a aparecer no seu entorno e, já em ruínas, foi tombada pelo antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938. Desde 1987, está cadastrada como sítio arqueológico protegido por lei federal e começaram os trabalhos de prospecção arqueológica.

Algumas outras casas e pequenos comerciantes surgiram desde então. Por conta disso, uma estrada foi construída. Ainda assim, a região do Forte guarda a serenidade da natureza e a discrição populacional.